sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Oxirredução


Oxidação e Oxirredução

         No passado a palavra oxidação foi empregada pelos químicos para designar a reação com o oxigênio. Atualmente essa palavra é empregada, de modo mais genérico, caracterizar a perda de elétrons por uma espécie química.

     Denomina-se oxidação a perda de elétrons por uma espécie química. As reações oxidação são aquelas, através das quais o átomo de um elemento perde ou transfere elétrons para outros elementos; a carga do átomo desse elemento torna-se positiva, ou, o que é equivalente dizer, que aumentou seu estado de oxidação.
Nas reações de oxidação, elétrons aparecem como produtos da reação, como por exemplo, na reação
Zn (s)Zn²+ (aq) + 2e-

        O Zn foi oxidado, zero perdendo dois elétrons, ou aumentou o seu estado de oxidação de para +2.
Denomina-se redução o ganho de elétrons por uma espécie química.
A reação de redução é o oposto da de oxidação; nela elétrons são ganhos pelo átomo do elemento envolvido. A espécie, cujos átomos ganham elétrons, é dita reduzida; sua carga torna-se menos positiva. Neste tipo de reação, os elétrons aprecem como reagentes. Por exemplo, na reação

2H+ (aq) + 2e-H2 (g)

o H+ foi reduzido; seu estado de oxidação foi reduzido, tornando-se sua carga menos zero.


Reações de Oxirredução

      As reações de oxirredução, também chamadas reações redox, são aquelas nas quais ocorre tanto a oxidação, quanto a redução. A estequiometria dessas reações é tal que, todos os elétrons perdidos na oxidação são ganhos na redução; ou seja, a transferência de elétrons é implícita. As espécies aparecendo nas reações de oxirredução são chamadas redutoras ou oxidantes, conforme elas promovam a redução ou a oxidação. Note que a espécie redutora é ela própria oxidada e a oxidante é reduzida.

     As reações acima de oxidação e de redução são meias reações. As reações de oxidação quanto a de redução não ocorrem isoladamente, mas acopladas, ou seja, as reações que ocorrem são as de oxirredução.

      Podemos somar ambas as equações, a da oxidação do zinco e da redução dos íons hidrogênio, obtendo a equação global do processo.

Zn (s)Zn²+ (aq) + 2e- Oxidação
2H+ (aq) + 2e-H2 (g) Redução

Zn (s) + 2H+ (aq)H2 (g) + Zn²+ (aq) Processo global




                                                           EXPERIMENTOS







Pilha de Daniell:


A pilha de Daniell é constituída de uma placa de Zinco (Zn) em uma solução de ZnSO4 e uma placa de Cobre (Cu) em uma solução de CuSO4. As duas soluções são ligadas por uma ponte salina.

Sentido dos elétrons
Os elétrons circulam do eletrodo de maior para o de menor potencial de oxidação. No caso da pilha de Daniell os elétrons vão do zinco para o cobre.


Polos da pilha
Polo positivo – o de menor potencial de oxidação – Cu.
Polo negativo – o de maior potencial de oxidação – Zn.


Catodo e Ânodo
Catodo – placa de menor potencial de oxidação – Cu. Onde ocorre redução.
Ânodo – placa de maior potencial de oxidação – Zn. Onde ocorre oxidação.


Variação de massa nas placas
Placa de maior potencial de oxidação – diminui – Zn.
Placa de menor potencial de oxidação – aumenta – Cu.

Equação global da pilha
Zn(s) + Cu(aq)+2 → Zn(aq)+2 + Cu


A pilha de Daniell é representada pela seguinte notação:

Zn°/Zn2+//Cu2+/Cu°










Árvore de prata:

O potencial de redução da prata é maior do que o do cobre. Com isso, ao inserirmos o fio de cobre em uma solução contendo íons Ag+ haverá oxidação do cobre disponibilizando íons Cu2+ para a solução, conferindo-lhe um coloração azulada. Em contra partida, haverá formação de prata metálica proveniente da redução desses íons. Segue a reação desse processo.


Semirreação de oxidação: Cu0(s) → Cu2+(aq)+ 2e-               E0RED + 0,34 V


Semirreação de redução: 2 Ag+(aq) + 2e-2 Ag0(s)           E0RED =  + 0,80 V


Reação global: 2 Ag+(aq)+ Cu0(s)→ 2 Ag0(s)+ Cu2+(aq)













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